«A menina não está morta: dorme.» – Santo Hilário (c. 315-367)

Este chefe [da sinagoga] pode ser entendido como representando a Lei de Moisés que, orando em intenção da multidão que a referida Lei tinha alimentado para Cristo, pregando a expectativa da Sua vinda, pede ao Senhor que dê vida a uma morta. […] O Senhor prometeu-lhe ajuda e, para o tranquilizar, seguiu-o.

Mas primeiro, a multidão dos pagãos pecadores foi salva com os apóstolos. O dom da vida voltava a tomar o primeiro lugar em relação à eleição predestinada pela Lei, mas antes disso, na imagem da mulher, a salvação chegou aos publicanos e aos pecadores. Eis porque razão esta mulher confia que, aproximando-se do ponto de passagem do Senhor, será curada do seu fluxo de sangue pelo contato com a roupa do Senhor. […] Ela tem pressa, na sua fé, de tocar a orla do manto, isto é, de esperar, na companhia dos apóstolos, pelo dom do Espírito Santo, que sai do corpo de Cristo à maneira de uma franja. Em pouco tempo ficou curada.

Assim, a saúde, destinada a uma, foi dada também a outro, a quem o Senhor louvou a fé e a perseverança, porque o que tinha sido preparado para Israel foi acolhido pelos povos das nações. […] O poder curativo do Senhor, contido no Seu corpo, chegava também à fímbria das Suas vestes. Com efeito, Deus não era divisível nem possível de conter, para Se poder encerrar num corpo; Ele próprio distribui os Seus dons no Espírito, mas não é divisível nos Seus dons. O Seu poder é alcançável pela fé em todo o lado porque ela está em todo o lado e de nenhum está ausente. O corpo que tomou não limitou o Seu poder, mas o Seu poder tomou a fragilidade de um corpo para O redimir. […]

O Senhor entra em seguida na casa do chefe, ou seja, na sinagoga […], e muitos troçaram d’Ele. Com efeito, não acreditaram que Deus estivesse num homem; eles riram-se ao ouvirem pregar a ressurreição de entre os mortos. Tomando a mão da menina, o Senhor voltou a dar vida àquela cuja morte não era, para Ele, senão um sono.

Santo Hilário (c. 315-367) bispo de Poitiers e doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de Mateus

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Sobre ralk

Sou evangelizador, trabalho na Diocese de Blumenau nos setores de Comunicação e Ecumenismo.
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