Conversão Ecológica

21/03/2011 

São Francisco de Assis (1186-1223), modelo de conversão ecológica e padoreiro da ecologia

Quaresma é tempo de conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Em 2011, a Igreja no Brasil nos convida a uma conversão ecológica, a partir da reflexão sobre a Vida no Planeta Terra.

A conversão ecológica implica num esforço consciente e organizado na defesa da vida. Implica em defender as condições para que a vida possa se desenvolver. Lutar pela pureza do ar e das águas e se empenhar na preservação das plantas e dos animais.

A verdadeira conversão começa com a tomada de consciência, passa pelo arrependimento sincero e desemboca em gestos e propósitos concretos de mudança. Ao nos apresentar o tema da Vida no Planeta Terra, a Campanha da Fraternidade nos recorda que fomos criados por Deus para administrar a obra da sua criação.

Cabe a nós humanos, também criados por Deus, a tarefa de bem administrar e governar a grande obra criada por Deus. Perplexos diante dos fortes gemidos da criação – “a criação geme em dores de parto” (Rm 8,22) – que se expressam em temporais, estiagens, terremotos e inundações, nos perguntamos: o que fazer? Difícil é acreditar que as pessoas ainda continuam a agredir a natureza, provocando o desequilíbrio na ordem natural das coisas e dos acontecimentos.

A proclamação de Jesus no início do seu ministério na Galiléia – “convertei-vos e credo no Evangelho” (Mc 1,15) – se traduz hoje, conforme expressão de João Paulo II, em “conversão ecológica”. É bom agirmos rápido, antes que sejamos tragados pelas ondas gigantes provocadas pelas lágrimas que acompanham os gemidos da criação. Muitos já foram tragados por estas ondas. Outros foram sufocados pelos deslizamentos provocados com a ocupação das encostas dos morros. Inúmeras são as famílias obrigadas a migrarem por causa das longas estiagens. Milhares são os que estão sob a ameaça das radiações atômicas no Japão. A quaresma é tempo de reflexão.

Precisamos verificar o quanto temos contribuído para o caos que se instaurou. Será que trabalhamos para evitar o desperdício? Será que não estamos contribuindo para poluir o mundo? Não estamos acumulando o que falta aos nossos irmãos que passam fome? A angústia das pessoas excluídas, assim como a deterioração do meio ambiente, vão pesar sobre os nossos ombros.

Por isso, aproveitemos este tempo para um grande exame de consciência. Vamos bater no peito e reconhecer as coisas erradas que fizemos. Assumir novos propósitos em vista de um mundo sustentável, ancorado na solidariedade entre todos os povos. Vamos trabalhar para mudar nossa consciência, nossos hábitos e atitudes! O tempo favorável para a conversão é agora.

Dom Canísio Klaus, Bispo de Santa Cruz do Sul, RS

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Sobre ralk

Sou evangelizador, trabalho na Diocese de Blumenau nos setores de Comunicação e Ecumenismo.
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