Papa sobre as vítimas da hanseníase: muitos ainda em grave miséria

 

 Todos os anos no mundo são diagnosticados cerca de 650 mil novos casos de lepra, 70% dos quais na Índia. Em Moçambique, na Indonésia, na República Democrática do Congo e no Brasil registram-se os aumentos mais relevantes. O 58º Dia mundial de combate à hanseníase, celebrado ontem, domingo, com o tema “Há um só céu para o mundo inteiro”, chamou a atenção para a gravidade dessa doença.

Para a ocasião, o Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, Dom Zigmunt Zimowski, publicou uma mensagem intitulada “Unir os nossos esforços para expressar melhor a Justiça e o Amor para com os doentes de lepra”.

O Arcebispo exorta a reforçar o compromisso a assegurar às pessoas atingidas pelo morbo de Hansen um diagnóstico tempestivo e a possibilidade de acesso aos tratamentos, em vista de uma desejada reinserção social e no trabalho.

De fato, a prioridade é assegurar aos doentes de lepra a possibilidade de um diagnóstico precoce e de acesso aos cuidados médicos, favorecendo às pessoas curadas, mas mutiladas, a reinserção social e no campo do trabalho. Para tal, é preciso recorrer, também, a uma difusa e capilar ação educacional junto às comunidades de pertença, em vista da superação do preconceito e para favorecer o acolhimento.

Em sua mensagem, o Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde chama a atenção para a condição de milhões de pessoas no mundo acometidas pelo morbo de Hansen, uma patologia cuja força letal foi reduzida mediante eficazes terapias farmacológicas, mas que “continua provocando sofrimento, deformação e exclusão social”.

Evidenciando essa condição de marginalização quase insanável, Dom Zimowski recorda a mensagem do Papa por ocasião da XXIV Conferência Internacional do organismo vaticano, em novembro passado, intitulada “Caritas in veritate. Por uma reta e humana assistência à saúde”.

Na ocasião, o Santo Padre observava como “em nossa época se assiste, de um lado, a uma atenção à saúde que corre o risco de transformar-se em consumismo farmacológico, médico e cirúrgico, tornando-se quase um culto ao corpo e, de outro, à dificuldade de milhões de pessoas a terem acesso a condições de subsistência mínima e a medicamentos indispensáveis para tratar-se”.

“Portanto, também no campo da saúde – ressalta o Arcebispo citando ainda Bento XVI – é importante instaurar uma verdadeira justiça distributiva que assegure a todos, segundo necessidades objetivas, tratamentos adequados.”

De fato, para que não se torne desumano, “o mundo da saúde não pode subtrair-se das regras morais que devem governá-lo; aliás, deve acolher o homem reconhecendo nele a imagem divina, que “funda a altíssima dignidade de toda pessoa e suscita em cada um a exigência do respeito, da assistência e do serviço”.

Por fim, Dom Zimowski quis recordar a contribuição de muitos que na Igreja dedicaram a vida às vítimas do morbo de Hansen: do Cardeal canadense Paul Emile Leger ao sacerdote belga São Damião de Veuster, ao Beato polonês Jan Beyzym, aos missionários que no mundo administram mais de 500 leprosários.

O Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde agradeceu, ainda, à Fundação Raul Follereau e a todos os agentes da saúde, da sociedade, da política e da informação engajados na luta em favor dos doentes de lepra.

A Aifo, Associação Italiana Amigos de Raul Follereau – que este ano completa 50 anos de atividades – trabalha para sensibilizar a opinião pública e para angariar fundos em favor de projetos de ajuda naqueles países em que a lepra ainda é difusa. (RL)

 

 
 
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Sobre ralk

Sou evangelizador, trabalho na Diocese de Blumenau nos setores de Comunicação e Ecumenismo.
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